domingo, 5 de janeiro de 2014

PROMESSAS DE FIM DE ANO


Marlene Monteiro*
É frequente ouvirmos as pessoas prometerem-se a si mesmas e aos que as cercam um amontoado de mudanças a se realizarem no ano que vai nascer. “A partir de primeiro de janeiro, vou parar de fumar”. “O ano que vem será o tempo de meu sucesso”. “Vou voltar a estudar neste próximo ano” e tantas outras afirmativas eivadas de sincero desejo de mudanças que, com certeza, significariam uma vida melhor para quem as faz e para o meio em que essa pessoa vive. Então, chega o ano novo e as promessas não se realizam. A pessoa esquece tudo ou às vezes chega a sentir-se frustrada, culpada mesmo de não cumprir o prometido. E não falta quem lhes diga que “de boas intenções o inferno está cheio”.
Por que será que isso acontece? É preciso considerar, entre outros, alguns aspectos que se destacam para a solução desse problema. Em primeiro lugar, mudanças não acontecem de uma noite para o dia. Depois, e este é o principal: nosso mundo objetivo somente será modificado como consequência de uma revolução interna ocorrida dentro de nós mesmos e por nós próprios realizada. De nada vale a crueldade da famosa “força de vontade” para, por exemplo, parar de fumar ou abandonar qualquer outro tipo de vício. É preciso haver um desejo sincero de fazê-lo. Se esse desejo for emotivamente vivido, então o indivíduo vai simplesmente sendo abandonado pelo mau hábito que o maltrata. Sem sofrimento. E de repente descobre, surpreso, que não é mais fumante ou coisa assim.
Atingir o sucesso no ano que se aproxima é possível? Claro que sim! Mas para isso a pessoa não terá que mover nenhuma guerra externa. Antes, tomará a decisão de ser bem sucedido, desejará isso, imaginará o sucesso almejado recheando seu desejo com muita emoção e, de repente, tal desejo se transforma em convicção. Esta conduz imediatamente à realização.
E assim se processa a mudança almejada, qualquer que seja ela. Basta pensar no que se quer— obviamente não se fala aqui de desejos absurdos — e transformar esse pensamento em desejo vivido com muita emoção. Esta vai aumentar as vibrações correspondentes ao nosso querer e transformá-lo em convicção. Convicção, repita-se, inevitavelmente se transforma em realização.
Entra aqui um terceiro fator muito importante: a ação. Muitas vezes desejamos algo ardentemente, mas nada fazemos para obtê-lo. E o resultado é sempre o mesmo: nada. Certa vez confidenciei a um amigo um forte desejo que eu possuía, e, para meu espanto, ele me disse: “Não é verdade. Você não quer isso!”. “Como não quero?” — retruquei. E ele: “Não quer, porque nada está fazendo para conseguir que isso aconteça. Quando se deseja de fato alguma coisa ou realização, o primeiro sinal de que seu desejo é verdadeiro é a ação”. Meu amigo estava certo.
Resumindo, pensemos naquilo que de melhor nos possa acontecer em 2014. Façamos uma pequena lista de nossos desejos. Meditemos sobre eles todos os dias procurando impregná-los com intenso sentimento. E partamos para a ação imediata, fazendo uso de todos os meios de que no momento dispomos para realizá-los. Quando menos esperarmos o pensamento já terá virado emoção e esta, pela força da ação, ter-se-á transformado em realização. Simples assim.
Feliz ano novo!


*Marlene Monteiro é Psicóloga, Psicoterapeuta e Hipnóloga, Master e Trainer em PNL, com certificação internacional, e membro da Comunidade Mundial de Programação Neurolinguística.

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