Marlene Monteiro*
É frequente ouvirmos as pessoas prometerem-se a si mesmas e
aos que as cercam um amontoado de mudanças a se realizarem no ano que vai
nascer. “A partir de primeiro de janeiro, vou parar de fumar”. “O ano que vem
será o tempo de meu sucesso”. “Vou voltar a estudar neste próximo ano” e tantas
outras afirmativas eivadas de sincero desejo de mudanças que, com certeza,
significariam uma vida melhor para quem as faz e para o meio em que essa pessoa
vive. Então, chega o ano novo e as promessas não se realizam. A pessoa esquece tudo
ou às vezes chega a sentir-se frustrada, culpada mesmo de não cumprir o
prometido. E não falta quem lhes diga que “de boas intenções o inferno está
cheio”.
Por que será que isso acontece? É preciso considerar, entre
outros, alguns aspectos que se destacam para a solução desse problema. Em
primeiro lugar, mudanças não acontecem de uma noite para o dia. Depois, e este
é o principal: nosso mundo objetivo somente será modificado como consequência
de uma revolução interna ocorrida dentro de nós mesmos e por nós próprios
realizada. De nada vale a crueldade da famosa “força de vontade” para, por
exemplo, parar de fumar ou abandonar qualquer outro tipo de vício. É preciso
haver um desejo sincero de fazê-lo. Se esse desejo for emotivamente vivido,
então o indivíduo vai simplesmente sendo abandonado pelo mau hábito que o
maltrata. Sem sofrimento. E de repente descobre, surpreso, que não é mais
fumante ou coisa assim.
Atingir o sucesso no ano que se aproxima é possível? Claro
que sim! Mas para isso a pessoa não terá que mover nenhuma guerra externa.
Antes, tomará a decisão de ser bem sucedido, desejará isso, imaginará o sucesso
almejado recheando seu desejo com muita emoção e, de repente, tal desejo se
transforma em convicção. Esta conduz imediatamente à realização.
E assim se processa a mudança almejada, qualquer que seja
ela. Basta pensar no que se quer— obviamente não se fala aqui de desejos
absurdos — e transformar esse pensamento em desejo vivido com muita emoção.
Esta vai aumentar as vibrações correspondentes ao nosso querer e transformá-lo
em convicção. Convicção, repita-se, inevitavelmente se transforma em
realização.
Entra aqui um terceiro fator muito importante: a ação.
Muitas vezes desejamos algo ardentemente, mas nada fazemos para obtê-lo. E o
resultado é sempre o mesmo: nada. Certa vez confidenciei a um amigo um forte
desejo que eu possuía, e, para meu espanto, ele me disse: “Não é verdade. Você
não quer isso!”. “Como não quero?” — retruquei. E ele: “Não quer, porque nada
está fazendo para conseguir que isso aconteça. Quando se deseja de fato alguma
coisa ou realização, o primeiro sinal de que seu desejo é verdadeiro é a ação”.
Meu amigo estava certo.
Resumindo, pensemos naquilo que de melhor nos possa
acontecer em 2014. Façamos uma pequena lista de nossos desejos. Meditemos sobre
eles todos os dias procurando impregná-los com intenso sentimento. E partamos
para a ação imediata, fazendo uso de todos os meios de que no momento dispomos
para realizá-los. Quando menos esperarmos o pensamento já terá virado emoção e
esta, pela força da ação, ter-se-á transformado em realização. Simples assim.
Feliz ano novo!
*Marlene Monteiro é Psicóloga, Psicoterapeuta e Hipnóloga,
Master e Trainer em PNL, com certificação internacional, e membro da Comunidade
Mundial de Programação Neurolinguística.
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